domingo, 12 de janeiro de 2014

Benfica-FC Porto: clássico de emoções

"A emoção vai estar sempre presente. Todos os jogos têm emoção, uns mais do que outros, mas a responsabilidade é idêntica. Espero que o cenário de sentimento [pela morte de Eusébio] não aumente ainda mais a pressão que já temos de ganhar em todos os jogos", disse ontem Jorge Jesus, na antevisão do clássico de domingo (16h00, Benfica TV) com o FC Porto.

O técnico destacou depois o bom momento do conjunto encarnado. "Face ao que temos feito nas várias competições, temos um somatório de vitórias e, ultimamente, jogos bem conseguidos. A equipa sente-se confiante e com um rival assim fica ainda mais motivada. Este jogo entronca num momento em que o Benfica só tem motivos para estar satisfeito, independentemente da notícia do falecimento de Eusébio. Provoca-nos um cenário de sentimento, mas o jogo é outra história", ressalvou Jorge Jesus, desvalorizando a eventual estreia de Quaresma como fator extra de motivação para os dragões: "Jogar no Benfica e no FC Porto é motivante. Os jogadores estão habituados e adaptados a essas emoções. Não vejo em que é que a inclusão de um ou outro jogador possa favorecer uma equipa."

Nas últimas dez vezes que recebeu o FC Porto para a Liga, o Benfica venceu apenas duas e perdeu quatro. Jesus relativizou a supremacia azul-e-branca nos últimos anos. "O que aconteceu no passado não conta. Cada jogo é o momento. Tanto o Benfica como o FC Porto querem ganhar para serem mais primeiros", frisou.

Confrontado com as possíveis saídas de Matic e de Rodrigo em janeiro, mostrou-se preparado para perder jogadores. "Todas as equipas, principalmente as que estão vendedoras, como é o caso das portuguesas, estão sujeitas ao mercado. Se tiver de acontecer, é uma normalidade para mim desde que estou no Benfica. Não tanto em janeiro, mas mais no final da época. Tenho de conviver com essa realidade, pois os aspetos desportivos e financeiros estão ligados", vincou. O espanhol Rodrigo e o argentino Gaitán poderão render aos cofres encarnados mais de 60 milhões de euros. Luís Filipe Vieira está prestes a fechar a transferência de Rodrigo, 22 anos, para o Zenit, e Gaitán (25) é pretendido pelo Man. United, mas poderá rumar ao Spartak ou Dínamo de Moscovo.

As possíveis transferências colocam em dúvida a utilização de ambos no clássico.
Dragões na máxima força para o Benfica 
À exceção das já crónicas ausências de Fucile e Izmailov, Paulo Fonseca tem o plantel no máximo para o clássico de amanhã (16h00), na Luz. Alex Sandro está a 100 por cento e Ghilas - tinha problemas no joelho esquerdo - também integrou ontem o treino, completando o leque ao dispor do técnico portista.
Assim sendo, Fonseca poderá  apresentar na Luz um onze próximo do que tem sido habitual na Liga, com o meio-campo composto por Fernando, Lucho González e Carlos Eduardo, e, na frente, Varela e Jackson deverão ter a companhia de Licá, residindo aqui a única incerteza. Isto porque o ex-Estoril conta com forte concorrência de outros trunfos na manga do FC Porto.

Quaresma e Kelvin são argumentos fortes até a nível psicológico, já que ambos têm, no currículo, golos importantes aos rivais benfiquistas. O extremo português - que ainda não se estreou e estará à procura da melhor forma - garantiu uma Supertaça (1-0), em 2004, repetindo o tento aos encarnados em 2006/07 (vitória, 3-2, no Dragão) e em 2007/08 (vitória, 1-0, na Luz). Quanto ao jovem brasileiro, fez o golo que decidiu a última temporada.
700 agentes da PSP garantem segurança  
Cerca de 700 agentes da PSP vão garantir a segurança no Benfica-FC Porto, no Estádio da Luz, à imagem do jogo da época passada. "Em termos de segurança, é um clássico igual aos outros. Em termos da morte de Eusébio da Silva Ferreira, é a morte de um símbolo do Benfica mas também de Portugal e admitimos que haja um ambiente diferente no estádio", disse ontem o subintendente Paulo Pinho, da 3ª divisão do Comando Metropolitano de Lisboa.
O encontro é considerado de risco elevado e as portas do estádio abrem às 14h00.

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