sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Marques Guedes diz que «não existe margem» para aliviar austeridade

O ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, afastou hoje quaisquer «ilusões» sobre a existência de margem orçamental que permita aliviar a austeridade, avisando que há ainda «um caminho de esforço e de rigor pela frente». «Há um caminho menor a percorrer pelos portugueses, mas continuamos a ter um caminho de esforço e de rigor pela frente», afirmou Marques Guedes na conferência de imprensa semanal após a reunião do Conselho de Ministros. O governante reagia aos números publicados na síntese da execução orçamental de 2013, hoje publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), que apontam para um défice em torno dos 5% em 2013, abaixo do limite imposto pela 'troika'. Marques Guedes garantiu que «não existe uma margem suplementar, uma vez que o défice continua a ser de 5%, o que representa que o Estado continua a gastar mais 7.151 milhões de euros do que aquilo que arrecada em receita». «Ou seja, continuamos a ter um caminho longo para termos as contas nacionais em ordem, em definitivo. Não vale a pena haver ilusões sobre a existência de margens ou não margens. O caminho que temos a percorrer é que ficou mais curto e aproximamo-nos mais do objetivo de, tão breve quanto possível, poder aliviar a carga fiscal, aliviar os custos sobre as empresas e sobre as famílias, mas falar-se em margem seria deitar tudo a perder voltar para trás», advertiu Marques Guedes.

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