O acidente provocado por um cavalo no dia de Natal, perto de Évora, e que causou quatro mortos e quatro feridos graves, foi um dos que ocorreu numa zona coberta com viatura médica de emergência, mas que se encontrava inoperacional.
Segundo uma ronda feita pela agência Lusa, nos últimos meses, pelo menos outras quatro viaturas estiveram temporariamente inoperacionais: as de Portalegre, Guarda, Faro e Torres Vedras.
No caso mais grave, em Évora, a administração do hospital confirmou que "a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) estava, momentaneamente, inoperacional" quando ocorreu o acidente, no dia 25 de dezembro, que envolveu dois automóveis e um cavalo.
A coordenadora da VMER de Évora reconheceu que "em épocas especiais é mais complicado ter médicos disponíveis", alegando que "a escala é preenchida com horário voluntário" e que os clínicos "nem sempre estão disponíveis".
A indisponibilidade "esporádica" dos clínicos pode explicar-se, segundo Ireneia Lino, com o facto de "o retorno financeiro" estar a "descer para valores próximos aos dos serviços dentro do hospital", apesar de ter "um risco acrescido".
Ainda assim, assinalou que a VMER de Évora tem atualmente "poucos períodos" de paragem, apresentando "dois ou três por cento de inoperacionalidade".
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