sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Passos Coelho recandidato a líder do PSD e do país.

Pedro Passos Coelho vai recandidatar-se à liderança do PSD e quer voltar ser primeiro-ministro nas legislativas de 2015. O anúncio foi feito ontem à noite numa unidade hoteleira da capital onde disse ainda ter um projeto para duas legislaturas. Na mesma ocasião o líder da coligação governamental lamentou que a oposição, com destaque para os socialistas, não reconheça o trabalho que o Governo tem desenvolvido. De novo candidato a primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho disse ontem à noite que se recandidata à liderança do PSD com a intenção de se candidatar novamente ao cargo de primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas previstas no calendário eleitoral para 2015. "A minha intenção como candidato novamente à liderança do PSD é a de disputar as próximas legislativas como candidato a primeiro-ministro", declarou Pedro Passos Coelho logo apoiado com palmas pelos militantes do PSD presentes na sala do hotel de Lisboa. Já antes deste anúncio o chefe do executivo PSD/CDS-PP tinha afirmado que as eleições diretas de 22 de janeiro para a liderança do PSD "ocorrem no meio de um processo" e que “não se estranhará, portanto, que eu me recandidate a presidente do PSD". Passos Coelho referiu que "esse processo foi iniciado em 2010" - quando assumiu a liderança do PSD, então na oposição, com o PS no Governo - e "irá prosseguir no final do novo mandato que se vai agora iniciar depois das próximas eleições legislativas". No discurso de apresentação da sua recandidatura a primeiro-ministro, Passos Coelho considerou ainda que neste momento se está a fechar "o ciclo do programa de ajustamento" e se vai "abrir um outro ciclo", com "mais espaço para poder alargar e mobilizar" os portugueses para as reformas estruturais. "Como este mandato vai para além da legislatura, como aqui disse no início, é evidente que a agenda de transformação da sociedade portuguesa e da economia portuguesa não poderia caber numa legislatura", referiu. O chefe do Governo considerou que é preciso fazer mais para corrigir as assimetrias na distribuição do rendimento em Portugal e dar oportunidades a todos, mas mantendo o combate ao défice e à dívida. Não se pode ser bom em tudo Perante a plateia de sociais-democratas o agora recandidato a líder do PSD reclamou para si nas funções de primeiro-ministro estar a alcançar os resultados desejados na governação. Já em resposta aos que o criticam como líder do PSD desabafou dizendo eu "não se pode ser bom em tudo" e, por isso, pediu desculpa por não dispensar o tempo necessário a falar com os militantes ao mesmo tempo que agradeceu o apoio do partido ao Governo. "Vamos conversar hoje, depois desta intervenção. Tenho-o feito, não na qualidade de candidato, mas na qualidade de presidente do partido, algumas vezes, mas, evidentemente, não as vezes necessárias. Já não sei quem é que disse que não tenho sido um bom presidente do PSD - bem, não se pode ser bom em tudo", uma afirmação que suscitou risos e palmas. Na sua intervenção, o chefe do executivo PSD/CDS-PP defendeu que "as teses mais catastrofistas" que antecipavam "uma espiral recessiva" ou "um segundo resgate" e contestavam a possibilidade de "tirar o país da crise e consolidar as contas públicas ao mesmo tempo" foram derrotadas. "Aquilo por que lutámos está gradualmente a ser conquistado. Aos poucos, de forma consistente, o país percebe que nós estamos a recuperar. Digo isto, evidentemente, com muita satisfação, porque nós no Governo, com o PSD, esforçámo-nos muito para não nos desviarmos deste caminho que era decisivo para o país", afirmou. Passos Coelho reclamou "resultados efetivos" na recuperação do emprego, da confiança dos investidores e da economia, referiu-se à emissão de dívida portuguesa "tão bem sucedida" que se realizou hoje e à privatização da Caixa Seguros. "Nós não embandeiramos em arco, não atiramos foguetes, mas dizemos às pessoas, com a satisfação de quem está a cumprir o seu dever: nós estamos a fazer o que é preciso e isso, apesar das grandes dificuldades por que temos passado, tem-nos permitido alcançar os resultados que desejávamos", acrescentou. União entre Governo e oposição O presidente do PSD lamentou não haver uma união de esforços entre Governo e oposição e deixou várias críticas ao PS, falando em "partidos que olham para esta situação com desespero" e que têm "uma mensagem negativa despropositada" e de "enorme demagogia". "O PS, se hoje estivesse a governar, faria evidentemente tudo ao contrário daquilo que diz a cada dia que passa quando entende criticar o Governo e isto toda a gente percebe no nosso país", sustentou. Por outro lado manifestou "muito orgulho" no PSD, considerando que se tem comportado com "enorme responsabilidade", como "um exemplo de perseverança", e que "não tem sido fácil" para os sociais-democratas. Dirigindo-se aos militantes do PSD, Passos Coelho disse precisar deles para "voltar a dar da política e dos partidos uma imagem positiva", para "vencer por vezes algumas barreiras de comunicação" e para "prosseguir a caminhada" e deixou um agradecimento a todos: "aos que concordam mais e aos que discordam mais"

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