O Ministério Público (MP) avançou com uma providência cautelar própria junto do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa com vista à suspensão da venda do acervo de obras de Miró.
Esta é a segunda providência cautelar a ser apresentada para suspender a venda de obras de Miró, depois de deputados do PS terem movido uma ação idêntica no passado dia 30 de janeiro. Segundo uma nota da Procuradoria Geral da República (PGR), foi pedido o decretamento provisório da providência cautelar apresentada pelo MP, que deu entrada hoje de manhã na secretaria do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa. No comunicado, a PGR informa que, após ponderar a exposição apresentada por um grupo de deputados, e ao abrigo das suas competências no âmbito dos Tribunais Administrativos, decidiu dar entrada a uma providência cautelar com vista à suspensão da venda do acervo de obras de Miró.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
MP avança com providência cautelar para suspender venda das obras de Miró
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OMS: Portugal entre países desenvolvidos com menor níveis de consumo de comida rápida
Portugal, nos países desenvolvidos, está entre aqueles que apresentam menor obesidade e menor consumo de fastfood, segundo um estudo divulgado Organização Mundial da Saúde (OMS), que estuda a obesidade, hábitos de consumo e a liberalização comercial de bens alimentares. Este é o primeiro estudo que investiga o papel da liberalização dos mercados no consumo de comida rápida ("fastfood") e no aumento do índice de massa corporal (IMC), incluindo pela primeira vez o número de transações da chamada "fastfood". "Portugal encontra-se entre os países com menor níveis de consumo de comida rápida e com menor IMC", diz o estudo da OMS, que toma por referência dados de 2008, para os diferentes países, altura em que Portugal apresentou o segundo menor número de "transações 'per capita', entre os países selecionados neste estudo", segundo o professor Roberto De Vogli, da Universidade da Califórnia (UC Davis), principal autor do relatório. O estudo analisou os dados de 1999 a 2008, de 25 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), com o objetivo de observar o vínculo entre a obesidade e a liberalização do mercado de bens alimentares. "O nosso estudo indica que todos países conheceram um aumento no consumo de comidas rápidas e do IMC [dos seus cidadãos], mas os países que desregularam gradualmente e minimamente as suas economias, conheceram um incremento mais lento do consumo de comida rápida e do IMC", disse à Lusa Roberto De Vogli. No caso de Portugal, a economia, ao longo deste período, esteve ainda protegida em termos de regulação alimentar, o que minimizou o aumento da obesidade e do consumo de "fastfood". "Portugal é a quarta economia mas regulada entre os países da OCDE", disse o professor, tendo em conta o período em causa. Portugal aplicou políticas de mercado mais restritivas, sendo possível estabelecer uma relação com um impacto menor, nos níveis de obesidade, ao contrário de outros países do estudo, dominados por oligopólios alimentares, nos quais as políticas de liberalização, incluem entre outros, menos subsídios agrícolas, menos taxas, menos controlo dos preços e fiscalizações débeis, em termos alimentares. Roberto De Vogli, em declarações à Lusa, explica, por exemplo, que "Portugal tem um IMC muito inferior aos países anglo-saxónicos, como os Estados Unidos, Canadá e Austrália, com mercados mais desregulados, e onde o consumo de comida rápida e a prevalência da obesidade são superiores". Por outro lado, as explorações agrícolas em Portugal tendem a ser mais pequenas, sendo geralmente mais saudáveis, em relação aos países com economias dominadas por grandes grupos económicos agroalimentares. "Países com explorações agrícolas de tamanho menor tendem a registar aumentos menores no consumo de comidas rápidas e na obesidade", esclarece o professor Roberto de Vogli. O investigador adianta, no entanto, que "é preciso mais investigação", para se chegar a uma conclusão efetiva, sobre a relação dos fatores, embora tudo indique que "um sistema de agricultura baseado em pequenas explorações e com setores mais protegidos", em termos de regulação e fiscalização, "possa explicar por que motivo o consumo de comida rápida é baixo em Portugal". As conclusões gerais deste estudo indicam que existe uma relação direta entre políticas pró liberalização dos mercados, o aumento de consumo de comida rápida e de obesidade. O estudo apela, por isso, à aplicação de medidas que melhorem a etiquetagem dos alimentos e que limitem a produção e o comércio de alimentos processados, como a chamada "fastfood", e a sua publicidade.
Woody Allen. Uma carta aberta sem direito a nomeações
A polémica conhece novos contornos: depois das acusações de Mia Farrow durante os Globo de Ouro é a vez da alegada vítima, Dylan Farrow, se manifestar na primeira pessoa ao "New York Times" "Qual é seu filme preferido de Woody Allen? Antes de responder, deve saber: quando tinha sete anos de idade, Woody Allen pegou-me pela mão e levou-me para um sótão tipo armário no segundo andar da nossa casa. Disse-me para me deitar de barriga para baixo e brincar com o comboio eléctrico do meu irmão. De seguida, abusou de mim sexualmente. Falou comigo enquanto o fazia, sussurrando-me que eu era uma boa menina, que aquele era um segredo nosso, prometendo que iríamos para Paris e que eu ia ser uma estrela nos seus filmes". Depois do silêncio veio a confissão. Dylan Farrow, filha adoptiva de Woody Allen e Mia Farrow, não quis ficar calada perante a nova polémica que emergiu no momento em que Diane Keaton, amiga do realizador de "Blue Jasmine", subiu ao palco dos Globos de Ouro para receber o prémio de carreira Cecil B. DeMille, em nome de Allen. Mia Farrow e Ronan Farrow acusaram-no no Twitter de ser um pedófilo, desenterrando o escândalo já noticiado pela revista "Vanity Fair" em 1992 e no passado mês de Novembro. Esta é a manifestação mais directa da filha do ex-casal, Dylan, que hoje tem 28 anos e vive na Florida com outro nome: escrever uma carta no blogue do "New York Times" onde acusa, sem rodeios, o seu pai adoptivo, descrevendo até alguns dos episódios de forma bastante explícita. "Não gostava de muitas coisas que o meu pai me fazia. Não gostava quando me punha o seu polegar na minha boca. Não gostava de ter de entrar na cama com ele de roupa interior." A jovem afirmou ainda que o seu crescimento foi afectado por um distúrbio alimentar e automutilações causados pelo incidente, que, diz, ter-se repetido várias vezes. É preciso dizer que Woody Allen nunca foi acusado por tais crimes e em 1992 a teoria de uma criança perturbada prevaleceu. "Havia especialistas para atacar a minha credibilidade. Havia médicos disponíveis para fazer uma criança abusada duvidar de si", diz. Na carta, Dylan garante que os prémios, os louvores, as sucessivas capas de revista do realizador, motivaram-na a avançar. Reforçando a ideia de que a temática central do texto não é a vida de uma celebridade, mas antes o abuso e a falta de respeito para com todas as vítimas molestadas em criança por "predadores" como este.
Philip Seymour Hoffman encontrado morto em casa
A notícia apanhou de surpresa os amantes da sétima arte. Aos 46 anos, Philip Seymour Hoffman foi ontem encontrado morto na sua casa, em Nova Iorque, e, segundo fonte policial citada pelo “New York Post”, com uma seringa no braço. As autoridades apontam para overdose como causa provável. Considerado um dos melhores da sua geração, recebeu, em 2005, o Óscar de Melhor Ator por “Capote”. “Moneyball: jogada de risco”, no qual interpretou um treinador de basebol, “The Master” e “Magnólia” foram filmes que marcaram a sua carreira.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Governo adia cortes nas pensões dos viúvos para Julho
O governante justificou este adiamento na aplicação dos cortes com os "desenvolvimentos informáticos" necessários.
O deputado do PS Pedro Marques considerou que esta é uma decisão "politicamente eleitoral para depois das europeias". As eleições europeias estão marcadas para 25 de Maio.